Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Livro lista 5 principais arrependimentos de pessoas prestes a morrer

120202120055_depression304Uma enfermeira australiana lançou um livro com uma lista de cinco principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer.

Bronnie Ware, que é especialista em cuidados paliativos e doentes terminais, afirma que reuniu em seu livro "confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", confissões que, segundo ela, mudaram sua vida.

"Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas, no livro, me concentrei nos cinco mais comuns", disse a autora à BBC.

"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem", acrescentou.

"Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas", disse Ware.

O livro de Ware, intitulado The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre) relata as experiências da autora durante anos de trabalho em cuidados de doentes terminais.

Os pacientes de Ware, geralmente, eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento.

A enfermeira afirma que isto permitiu que ela compartilhasse com estes pacientes "momentos incrivelmente especiais porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".

Cinco grandes arrependimentos

1. Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria, e não o que esperavam que eu fizesse

2. Queria não ter trabalhado tanto

3. Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia

4. Queria ter retomado o contato com os amigos

5. Queria ter sido mais feliz

Texto viral

120202100752_bronnie304Ware conta que a ideia para o livro surgiu depois que um artigo que publicou em seu blog transformou-se em um texto viral, espalhando-se pela web.

"As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade", afirmou.

"Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação."

A enfermeira garante que cada um dos pacientes que tratou "encontrou sua paz antes de partir".

Ware disse à BBC que, durante os anos em que trabalhou com estes pacientes, percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido "coragem para expressar seus sentimentos". "E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos quanto aos negativos."

"Muitos diziam: 'queria ter tido coragem de falar que não gostava de uma coisa', ou então que queriam ter tido coragem de falar às pessoas o que realmente sentiam por elas", afirmou.

AMIGOS

Bronnie Ware também destacou outro arrependimento que notou entre seus pacientes: o de ter perdido o contato com os amigos.

A enfermeira afirmou que os amigos são importantes no fim da vida, uma vez que os parentes que acompanham um doente terminal também enfrentam muita dor.

Uma pessoa no leito de morte, segundo Ware, sente falta dos amigos, mas, muitas vezes, a perda de contato ao longo dos anos impede um reencontro.

A enfermeira também chama a atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.

A autora afirma que espera que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e a não deixar as coisas para amanhã e se arrepender depois".

Por: BBC Brasil

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Doença rara deixa sete irmãos em cadeiras de rodas

irmaoscadeirantesUma família de Venda Nova do Imigrante, na região Serrana do Espírito Santo, sofre de um problema raro e impressionante: dos 14 filhos de dona Rosalina Carnieli, sete são cadeirantes. A aposentada possui seis filhas e oito filhos, sendo que os cadeirantes são todos homens, e apenas o mais novo não precisa utilizar cadeira de rodas. Segundo médicos, a doença rara é uma distrofia muscular progressiva, em que os movimentos das pernas são perdidos. E o que mais chama a atenção é que todos os irmãos apresentaram a doença na adolescência.

De acordo com os irmãos, a partir dos 15 anos de idade os problemas começaram a aparecer em cada um. "A gente começou a cair e tomar tombos. Tinha vez que a gente caía e conseguia levantar, mas depois foi piorando e a gente só levantava se escorando, até não andar mais", conta Amirton Carnieli, o mais velho, com 63 anos. "Eu tentava andar e não conseguia, comecei a chorar muito. Aí tive que ir pra cadeira", lembra Jair Carnieli, outro irmão cadeirante.

Diante de tanto sofrimento, a família tentou de tudo para buscar respostas para a doença rara. Na época, a mãe levou os filhos ao Rio de Janeiro para buscar tratamento, onde enfim foi diagnosticada a rara distrofia muscular.

Dos homens, apenas o irmão caçula Deusdete Carnieli, não foi acometido pela doença. Ele ajuda a família como lavrador e auxilia nos serviços de casa, além de dar uma força para os irmãos. "Continuo andando e trabalhando. Tiro eles da cama, ajudo a dar banho", diz. Apesar de ser saudável, segundo o neurologista Francisco Mário, o filho mais novo da família ainda pode apresentar os sintomas. "Ele provavelmente está em uma fase pré-clínica e pode manifestar a doença mais tarde", afirma.

Médico explica doença
Para o neurologista Francisco Mário, a doença vem de família e é tipicamente masculina. "É uma doença genética rara e progressiva. É hereditária e ligada ao cromossomo x, ou seja, se manifesta particularmente nos homens. As mulheres são portadoras, apenas transmitem e não apresentam a doença", explica.

E apesar do avanço da medicina desde que os irmãos passaram a apresentar a doença, ainda não há cura para a deficiência. "Nessa fase em que a doença está, há tratamento de fisioterapia e psicoterápico, mas não há medicação para reverter a doença. Apenas atenua com medidas paliativas" afirma o neurologista.

Apesar de tudo, sorrisos
Como uma típica família de interior, dona Rosalina teve muitos filhos. "Casei e trabalhava na roça. Engravidava e continuava trabalhando de dia. A noite ganhava o neném, passava mal, mas no outro dia já continuava trabalhando, lavando roupa e fazendo tudo. Depois tinha filho de novo", recorda Rosalina.

Mesmo com a doença rara, os irmãos tentam manter a animação e os sorrisos dentro de casa. "Eles levantam 'pra frente' e continuam falando besteira, rindo, estão nem aí", diz Maria Helena Carnieli, irmã dos cadeirantes. E um deles arrumou outro motivo para continuar se alegrando. Há três anos, Amirton arrumou uma companheira para lhe ajudar e eles moram juntos desde então. "Achei uma mulher para ficar comigo e tomar conta de mim, estou bem mais animado hoje do que quando estava sozinho", conta.

Do G1/ES

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Surto e morte por meningite "C" em Costa do Sauípe

Costa do Sauipe Entre os quatro funcionários do complexo hoteleiro situado na Costa de Sauípe em observação no Hospital Couto Maia devido ao surto de Meningite C, a mais letal, um apresenta quadro grave, de acordo com a Secretaria de Saúde (Sesab). Três pessoas – todas trabalhadoras do local – já morreram em decorrência da doença, desde a última quarta-feira (7). O complexo abrigou nesta última semana o Sauípe Folia, tradicional micareta realizado no espaço. Ainda não há confirmação sobre nenhum hóspede que tenha sido contaminado. A orientação do próprio secretário da Saúde, Jorge Solla, é de que qualquer pessoas que esteve no local e que sentiu algum dos sintomas deve procurar um médico imediatamente.

Os hóspedes do complexo hoteleiro Costa do Sauípe, moradores da região e foliões que participaram do Sauípe Folia devem ficar atentos aos seus estados de saúde. Após a confirmação de sete casos de meningite do tipo meningocócica (tipo C), em que três pessoas morreram devido a doença, a orientação do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, é a de procurar ajuda médica, caso apareçam os primeiros sintomas. “A febre é o sinal de que alguma coisa não vai bem em seu corpo. Tem que ir procurar o serviço de saúde”, alertou, em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. O gestor explica que para evitar um surto da doença, que é transmitida pelo contato físico com uma pessoa infectada, foi necessário medicar com antibiótico 1,8 mil pessoas, entre funcionários do complexo e seus familiares. “Foi a maior ação de bloqueio já feita na Bahia”, endossou. O titular da Sesab descarta haver casos entre hóspedes de um dos hotéis, como foi alardeado por trabalhadores ao Bahia Notícias, e assegura não haver motivo para “qualquer pânico além do necessário”. Há quatro pessoas em tratamento no Hospital Couto Maia, em Salvador.

Fácil para o Secretário dizer que não há motivo para pânico. Resta saber como será o controle e medicação a todos os participantes da micareta, que certamente já voltaram para suas origens, que devem ser em diversas cidades e estados. E que também já tiveram contato com outras pessoas.

Por: Eliseu

Com informações do Bahia Notícias

sábado, 10 de setembro de 2011

Alerta da Anvisa: Veja faz mal à saúde

A matéria de capa da revista Veja, em sua edição de 7 de setembro, propagandeou os supostos milagres de um novo medicamento para emagrecer. Intitulada “Parece Milagre”, a reportagem afirma que “um novo remédio (Victoza) faz emagrecer entre 7 e 12 quilos em apenas cinco meses. E sem grande efeitos colaterais”. “Saiba tudo sobre ele”, convida a revista com uma sugestiva ilustração de emagrecimento voltada ao público feminino. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alerta para os erros da reportagem e, ao contrário do que a Veja afirma na capa, afirma que o medicamento em questão “não é indicado para emagrecimento”.
A diretoria colegiada da agência enviou uma nota de esclarecimentos sobre o assunto, solicitando que a mesma fosse publicada como um complemente à referida reportagem. A mesma nota também foi enviada para os demais veículos de imprensa e instituições da área da saúde como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Federal de Farmácia, entre outros. A íntegra da nota da Anvisa:
Em relação a reportagem intitulada “Parece Milagre”, edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.
A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.
Por tratar se de um medicamento “biológico novo”, o Victoza, assim como outros medicamentos dessa categoria, estão submetidos a regras específicas tanto para o registro quanto para o acompanhamento de uso após o registro durante os primeiros cinco anos de comercialização. Além disto, o produto traz a seguinte advertência no texto de bula: “este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico.”
Para o registro do produto foram apresentados os relatórios de experimentação terapêutica com estudos não clínicos e clínicos Fase I, Fase II e Fase III comprovando a eficácia e segurança do produto, para o uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.
É importante destacar que além dos estudos apresentados para o registro, encontra-se em andamento um estudo Fase IV (pós registro) para confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida. Os resultados deste estudo podem trazer novas informações a respeito da segurança do produto.
O laboratório fabricante já enviou à Anvisa três relatórios sobre o comportamento do produto, trata-se do documento conhecido como PSUR (Relatório Periódico de Farmacovigilância). Além disto, o Novo Nordisk decidiu incluir, em junho de 2011, em seu Plano de Minimização de Risco (PMR) a alteração da função renal como um potencial efeito adverso do uso da medicação.
Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais freqüentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária.
Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético, o que não pode ser extrapolado para outras indicações não estudadas, por ausência de dados científicos de segurança neste caso.
Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.
A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há até o momento solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.
Conclui-se pelos dados expostos acima que desde a submissão do pedido de registro a aprovação do medicamento para comercialização e uso no Brasil, a ANVISA fez uma análise extensa e criteriosa de todos os dados clínicos que sustentam a aprovação das indicações terapêuticas do produto contendo a substância liraglutida, através da comprovação de que o perfil de eficácia e segurança do produto é aceitável para indicação terapêutica como antidiabético.
A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.

Por: Carta Maior

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cães podem detectar câncer de pulmão

Ilustração Os melhores amigos do homem estão sempre a nos surpreender. Além do tradicional carinho que tem por seus donos, eles atuam auxiliando policiais ao farejar drogas, correr e pegar batedores de carteira e outros meliantes, na segurança de grandes eventos, auxiliam os bombeiros em tragédias, localizando vítimas presas em destroços, e várias façanhas que sempre temos notícias.

Agora foi descoberto por cientistas novas capacidades de nossos amigos: identificar precocemente graves doenças.

Em fevereiro foi noticiado aqui que cachorro pode farejar câncer de intestino, e hoje o Paraíba.com traz a matéria abaixo dizendo que cães farejadores podem detectar câncer de pulmão. Sempre lembrando que não precisa ser médico para saber que o câncer de pulmão está fortemente relacionado ao tabagismo.

Cães farejadores são treinados para detectar o câncer de pulmão em humanos, quando os tumores estão em estágio inicial, mostra uma nova pesquisa.

IlustraçãoOs cachorros testados – e que passaram pelo treinamento - foram capazes de identificar os compostos orgânicos voláteis que estão presentes no hálito das pessoas com este tipo de doença, de acordo com um estudo alemão.

Como as pessoas com câncer de pulmão não costumam apresentar sintomas precoces e também pelo fato dos métodos de diagnóstico atuais não serem tão seguros, os autores da pesquisa afirmam que os resultados são significativos.

Para a realização da pesquisa, os cientistas recrutaram pessoas com câncer de pulmão, portadores de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e voluntários saudáveis. Os cães especialmente treinados identificaram 71 das 100 amostras de saliva de pessoas com câncer de pulmão. Os animais também acertaram que 372 de outras 400 amostras não apresentavam câncer.

Os cães também foram capazes de distinguir os casos de câncer de pulmão, DPOC e amostras de fumantes. Os autores concluíram que deve existir um marcador diferente para a neoplasia maligna pulmonar que é diferente da doença obstrutiva crônica e do tabagismo, presentes no cigarro, na fumaça do tabaco e dos medicamentos.

“Na respiração dos pacientes com câncer de pulmão, são expelidas substâncias químicas diferentes da respiração de pessoas não doentes. Os cães são sensíveis a estes odores e conseguem detectar a presença da doença em um estágio precoce”, afirmou o autor do estudo, Thorsten Walles, do Hospital Schillerhoehe, da Alemanha.

“Nossos resultados confirmam a presença de um marcador para o câncer de pulmão”, acrescenta Walles. “É um passo importante em direção ao diagnóstico da doença, mas ainda é preciso identificar com mais precisão os compostos orgânicos exalados na respiração dos pacientes. Infelizmente, os cães não conseguem comunicar qual é a bioquímica do cheiro do câncer.”

O estudo foi publicado no European Respiratory Journal, edição que veicula informações médicas sobre doenças respiratórias no mundo todo.

Por: Eliseu

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Estudo abre caminho para tratamentos que evitem o alastramento do câncer

Ao se espalhar pelo corpo, a doença se torna mais agressiva e difícil de tratar Cientistas britânicos dizem ter descoberto de que forma células cancerosas conseguem sair de tumores e se espalhar pelo corpo, um avanço que abre caminho para o desenvolvimento de drogas que impeçam o alastramento da doença.

Os pesquisadores, do Institute of Cancer Research, em Londres, Inglaterra, dizem ter identificado uma proteína conhecida como JAK que ajuda as células cancerosas a gerar força necessária para o alastramento.

Em artigo publicado na revista Cancer Cell, a equipe diz que as células se contraem como músculos para gerar a energia que permitirá que se movam, forçando seu caminho pelo organismo.

Quando um câncer se espalha - um processo conhecido como metástase - ele se torna mais difícil de tratar, já que tumores secundários tendem a ser mais agressivos.

Estima-se que 90% das mortes provocadas pelo câncer ocorram após a metástase - o que torna imperativo que o processo de alastramento da doença seja controlado.

A proteína JAK

Após estudar substâncias químicas envolvidas no processo de alastramento das células em melanomas - câncer de pele -, a equipe concluiu que as células cancerosas se alastram de duas formas.

Elas podem forçar sua passagem para fora de um tumor ou o próprio tumor forma corredores por meio dos quais as células podem escapar.

O líder do estudo, Chris Marshall, disse que ambos os processos são controlados pela mesma substância.

"Existe um padrão comum de uso da força gerada pelo mesmo mecanismo, uma mesma molécula, chamada JAK", ele disse.

A proteína JAK já é conhecida por especialistas que estudam o câncer. Ela já foi, por exemplo, associada à leucemia. Por conta disso, já há drogas sendo desenvolvidas para atuar sobre ela.

"Nosso novo estudo sugere que essas drogas possam, talvez, interromper também o alastramento do câncer", disse Marshall.

"O teste vai ser quando começarmos a ver se qualquer desses agentes vai impedir o alastramento. Estamos pensando em realizar testes clínicos nos próximos anos", acrescentou.

Desafio

Uma representante da entidade de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que o grande desafio no tratamento da doença é impedir o alastramento pelo corpo e manter o câncer que já se alastrou sob controle.

A representante, Lesley Walker, disse: "Descobrir como as células cancerosas podem abrir passagem pelos tecidos, saindo dos tumores primários e se espalhando por outras áreas, dá aos cientistas uma melhor compreensão a respeito de formas de parar o alastramento".

Por: BBC Brasil

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Medicamento para disfunção erétil será distribuído na Serra/ES

Problemas com disfunção erétil podem afetar a vida de todos os homens, sem distinção da classe econômica. No próximo mês, o homem, morador do município da Serra, no Espírito Santo, que sofre com o distúrbio, receberá gratuitamente o remédio para voltar a ter uma vida sexual saudável. A prefeitura investiu R$ 58 mil em 36 mil comprimidos neste primeiro lote, que deve durar seis meses.

Para conseguir o benefício, o homem precisa, primeiramente, ser encaminhado, através de uma unidade de saúde, para a Clínica do Homem, que fica no bairro Jardim Limoeiro, na Serra. Segundo o secretário de Saúde do município, Silvani Pereira, lá o paciente é examinado pelo especialista e, se for necessário, o medicamento é receitado. "Foi percebido que o homem com disfunção erétil só teria seu problema resolvido com o uso do medicamento", diz Pereira.

Disfunção
Existem formas diferentes de disfunção erétil. Ela pode se apresentar por questões psicológicas, em forma de ejaculação precoce, pode ser causada por problemas hormonais, neurológicos ou vasculares. O uso de drogas também pode potencializar o distúrbio. De acordo com o secretário, a disfunção erétil pode trazer problemas familiares, entre os casais, na vida pessoal do homem, gerar depressão, insegurança e outros prejuízos.

Clínica
Não há limite de idade para o fornecimento da medicação, que é destinada para a população masculina do município de Serra. A Clínica do Homem funciona no Centro de Referência Ambulatorial, em Jardim Limoeiro (anexo ao antigo PA de Carapina). Três urologistas e um andrologista estão disponíveis para consultas, diagnóstico e tratamento de disfunção sexual e demais doenças do aparelho reprodutivo.

Por: G1 ES

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Analgésico pode aliviar sintoma de demência, conclui estudo

Muitos pacientes com demência atualmente tratados com medicamentos antipsicóticos poderiam se beneficiar mais de tratamentos à base de simples analgésicos, indica um pequeno estudo.

Especialistas britânicos e noruegueses concluíram que remédios para dor diminuíram significativamente sintomas como agitação e comportamento agressivo, comuns em pessoas que sofrem da condição.

Tendo em vista os resultados do trabalho, a Alzheimer's Society - entidade britânica que promove pesquisas sobre várias formas de demência e oferece suporte a pacientes e profissionais - quer que os médicos passem a considerar outros tratamentos para aliviar esse tipo de sintoma em seus pacientes.

Os autores do trabalho acreditam que a descoberta pode ajudar pacientes com demência a conviver melhor com a condição.

O estudo foi publicado no site da revista científicaBritish Medical Journal (BMJ).

Comunicação

Segundo especialistas, anualmente, na Grã-Bretanha, cerca de 150 mil pacientes com demência que apresentam sintomas como agitação e agressividade são tratados com antipsicóticos.

Esses remédios têm um poderoso efeito sedativo e podem piorar os sintomas de demência, além de aumentar os riscos de derrames e morte.

Mas os pesquisadores do Kings College, em Londres, e da Noruega, suspeitavam de que os sintomas poderiam, em alguns casos, resultar de dor (que os pacientes, por causa de sua condição, teriam dificuldade em expressar).

Eles fizeram um experimento com 352 pacientes com demência grave ou moderada que vivem em lares para idosos na Noruega.

A metade passou a tomar analgésicos junto com as refeições, os outros continuaram a seguir o tratamento convencional.

Supervisão

Após oito semanas, o grupo que tomou analgésicos apresentou uma redução de 17% nos sintomas agitação e agressividade. Esse grau de melhora foi superior ao que se poderia esperar de tratamentos à base de antipsicóticos.

Os pesquisadores concluíram que, se a dor do paciente for tratada de forma adequada, os médicos poderão reduzir o uso de drogas antipsicóticas.

O especialista Clive Ballard, diretor de pesquisas da Alzheimer's Society e um dos autores do estudo, disse que as revelações são importantes.

"No momento, a dor é pouco tratada em pessoas com demência porque é muito difícil reconhecê-la", disse.

"Acho que (a descoberta) pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas, pode ajudá-las a conviver melhor com a demência".

Ballard ressalta, no entanto, que analgésicos devem ser receitados sob supervisão médica.

A Alzheimer's Society está publicando novas orientações sobre o assunto, sugerindo a médicos que pensem muito antes de receitar antipsicóticos e que procurem receitar analgésicos.

A National Care Association - organização britânica que representa entidades que oferecem serviços a idosos e os usuários desses serviços - disse que o estudo ressalta algumas das complexidades da demência.

"A dor em si já é debilitante, então identificá-la como a causa da agitação e do comportamento agressivo é um grande avanço, que permitirá que cuidemos das pessoas de forma apropriada", disse a presidente da organização, Nadra Ahmed.

Por: BBC Brasil

domingo, 10 de julho de 2011

Sociedade de angiologia alerta para cuidados com o pé diabético

Brasilienses que aproveitaram o dia de hoje (10) para praticar exercícios físicos no Parque da Cidade puderam também saber como está a taxa de açúcar no sangue. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) reuniu profissionais de saúde para medir a glicemia (quantidade de açúcar no sangue), aferir a pressão arterial e fazer exames do fundo de olho e dos pés de quem passou pelo parque.

A ideia é alertar a população para o risco de amputação de pernas, pés ou dedos por causa da falta de cuidados com o diabetes. Em 2009, foram feitas 40 mil cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, sendo que 90% delas em decorrência de complicações da doença, segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta.

Para Pitta, o alto número de cirurgias é resultado da falta de uma política nacional para cuidados do pé diabético. “Não tem programa de atenção ao pé diabético. O paciente não recebe o cuidado na atenção básica e acaba indo direto para a amputação”, disse o presidente, que pretende apresentar projetos sobre o tema ao Ministério da Saúde e aos governos estaduais.

Os principais sintomas do pé diabético são dores nas pernas, feridas que não cicatrizam, insensibilidade, dormência e os pés ficam inchados, ressecados e azulados.

O presidente da entidade no Distrito Federal, Samuel Mathias, lembra que grande parte das pessoas não sabe que tem diabetes e só descobre quando a doença já está avançada. Segundo ele, o diagnóstico precoce e o tratamento reduzem em até 35% as chances de o paciente ter de amputar o pé ou um dedo. “Quando chega ao hospital, a pessoa já tem tem um problema renal ou feridas nos pés”, explicou.

Pela primeira vez, a estudante Cleiamar Pereira fez o exame de glicemia. “Vou tentar fazer os outros exames oferecidos”, disse ao visitar uma das tendas montadas pelo mutirão. Já a aposentada Meire Castro, que tem diabetes há 15 anos, contou que não descuida do controle da doença. “Tomo todos os cuidados.”

Para quem tem pé diabético, os médicos recomendam evitar colocá-los de molho para não rachar ou ressecar, não andar descalço ou remover calos ou verrugas sem supervisão de um médico.

O mutirão Do Olho ao Pé, promovido pela sociedade médica, já passou por sete estados, entre eles, Rio de Janeiro, Amapá e Alagoas.

Por: Agência Brasil

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Após quitar dívida de 17 milhões, Serra(ES) quer construir aeroporto


Em meio aos incontáveis impasses que dificultam a retomada das obras do Aeroporto de Vitória, o Governo do Estado deve receber, já no próximo mês, o projeto executivo para a construção de um terminal de cargas na Grande Vitória. O anúncio foi feito pelo prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que destacou também a realização de um concurso público com mil vagas, ainda para este ano.
Os dois projetos - tanto do aeroporto quanto do processo seletivo - vem à tona junto da notícia de que o município da Serra conseguiu quitar as dívidas que tinha junto à indústria da construção civil. Cerca de R$ 17 milhões foram pagos ao setor, e com isso a prefeitura retoma sua capacidade de investir. Para isso, Sérgio Vidigal convocou uma coletiva de imprensa.
"Essa entrevista coletiva que convocamos não foi para dizer que a Serra está abarrotada de dinheiro, nada disso. É para dizer que a crise foi superada, mas que ainda temos que ter muita cautela. Se não, daqui a pouco podemos perder novamente o fio da meada", ressaltou o prefeito.
Segundo Vidigal, a prefeitura já concluiu o projeto executivo para a construção de um terminal de cargas numa área de 4,3 mil metros quadrados, entre os bairros de Jacaraípe e Nova Almeida. O estudo feito pelo município aponta que, nessa área, não haveria confronto no mapa de navegabilidade aérea na Grande Vitória.
O prefeito adiantou que o projeto deve chegar às mãos do governador Renato Casagrande no mês de julho. A sugestão é de que o novo aeroporto, caso deferido pelo Governo Federal, seja tocado por meio de uma parceria público-privada, a chamada PPP. A pista de pouso prevista no desenho terá 3 mil metros, e o custo total de execução seria de R$ 168 milhões.
Concurso
Em agosto, a Prefeitura da Serra deve lançar o edital para um concurso que prevê a contratação de mil novos profissionais. A maioria das vagas é para a área de Educação, mas também estão previstas contratações de  administradores, arquivologistas, historiadores, jornalistas, oceanógrafos, entre outras 12 áreas.
Segundo Vidigal, o grande desafio do município, neste momento, não é mais nem tanto construir novas estruturas, e sim manter a qualidade dos serviços para a população. Um dos motivos dessa observação é o aumento da população, atraída pelos lançamentos imobiliários na Serra.
"O que a prefeitura precisa hoje? Precisa ampliar seus investimentos em manutenção da cidade. A população que chega é a população classe C, principalmente vinda por investimentos do "Minha Casa, Minha Vida". São pessoas que demandam o poder público", pontuou o prefeito.
Entre 2009 e 2011, 5,4 mil estudantes ingressaram na rede municipal pública da Serra. Por isso,  já de olho no início do ano letivo do ano que vem, as provas do concurso público devem ser aplicadas em dezembro. Os salários para as áreas previstas gira em torno de R$ 2 mil.
Por: Gazeta Online


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pepinos, porcos e doenças


O surgimento de uma nova variante letal da bactéria Escherichia coli (E. coli) em alimentos na Europa demonstra, novamente, o desastre sanitário em que nos meteu o sistema alimentar agroindustrial. Tratam-no como um acidente, mas na realidade é algo cada vez mais frequente, porque é uma consequência sistêmica. Era de se esperar, tal como o surgimento da gripe suína e da gripe aviária.
As autoridades sanitárias do governo alemão, onde primeiro se identificou o surto, acusaram os pepinos orgânicos espanhóis de serem os causadores da contaminação. Tiveram de retificar a acusação, porque era falsa, mas já tinham provocado grandes perdas. Acusam também os tomates e o alface, especula-se com o leite, a carne e a água engarrafada. Segundo o Instituto Robert Koch da Alemanha, trata-se de uma variante desconhecida, produto de recombinação de outras, que deu a nova E. coli entero-hemorrágica O140:H4. No princípio suspeitavam da E. coli O157:H7, que foi encontrada na carne picada de grandes empresas como a Cargill e que em 2008 levou à retirada de 64 milhões de toneladas de carne dos Estados Unidos e milhares de pessoas afetadas.
Neste caso dizem não saber de onde saiu nem quanto tempo vai durar, mas proliferou-se a vários países europeus e já causou 18 mortes e mais de 2.000 internações que podem ter consequências graves. Poder-se-ia juntar uma longa lista de acidentes graves do sistema alimentar industrial (carnes contaminadas, melamina, dioxinas, aditivos e embalagens de plástico tóxicos, adulterações). O certo é que graças à indústria agro-alimentar controlada por um vintena de transnacionais globais, a comida deixou de ser necessidade, prazer e cultura para se tornar em uma permanente ameaça à saúde.
No caso das bactérias E. coli, das quais há muitas variantes diferentes, estas são usadas e manipuladas na forma intensiva e extensiva pela indústria, o que favorece a criação de novos surtos continuamente. Por exemplo, são um elemento importante na construção de transgênicos (agro-alimentares, farmacêuticos e veterinários), são o vetor de fermentação da biologia sintética (manipulando com genes artificiais bactérias E. coli e leveduras, porque são rápidas e fáceis de usar), são o vetor para fabricar hormônios transgênicos (hormônio de crescimento bovino) para que as vacas produzam quantidades absurdas de leite que as adoecem e nos provocam doenças. Na maioria dos casos, para testar se a modificação genética foi bem sucedida aplicam-lhes antibióticos, pelo que para além da transferência horizontal de material genético entre diferentes bactérias (que só por si os transgênicos promovem), aumentam também a resistência aos antibióticos.
Como as E. coli estão presentes por todo o lado mas aumentam em certas condições (armazenamento, transporte, temperaturas, etc), nas grandes instalações são combatidas com batericidas que promovem ainda mais mutação e resistência.
A presença de bactérias e vírus, normais ou por falta de higiene e outras condições, pode acontecer tanto nas pequenas produções locais, como nas grandes. Mas nas pequenas e descentralizadas, desde a criação animal às culturas, comércio e processamento de alimentos, fica focalizada ou diluída entre muitas outras fontes de diversidade animal e vegetal.
É justamente o caráter extensivo e uniforme das culturas e dos animais que os torna mais vulneráveis, enquanto que os ataques contínuos com produtos químicos criam maior resistência, juntamente com grandes transportes e diversos embalamentos que os grandes supermercados exigem, o que contribui para criar as variantes mais perigosas. Já na espiral destrutiva, para controlar todo este desastre de doenças – quer as que são descobertas, quer as muitas sobre as quais não há estatísticas – aplicam mais produtos químicos como conservantes, aplicam irradiação de alimentos e embalagens com nanotecnologia para que os alimentos pareçam frescos, ainda que sejam nocivos.
Assim como aconteceu com a gripe suína, não é verdade que as autoridades não saibam de onde saiu a variante da bactéria. Inclusive, desde já, podemos dizer-lhes de onde virão muitas das próximas bactérias e vírus patogênicos.
A verdadeira origem do desastre é o sistema agro-alimentar, que foi sequestrado pelas transnacionais, e que para ganharem mais, a nossa comida é transgênica, torna-nos obesos, tem menos nutrientes e está cheia de venenos, sejam químicos ou nano-tecnológicos. Tão brutal foi o sequestro dos mercados, que em lugar de advertir os que têm tóxicos, etiqueta-se – com elevado custo para produtores e consumidores – os produtos orgânicos que não têm tóxicos. E de passagem, afirmam que são a origem das variantes patogênicas.
Consequentemente, o controle da segurança alimentar transformou-se numa máquina comercial que longe de favorecer a saúde pública e prevenir doenças, é um sistema seletivo de privilégios para as grandes empresas, para deslocar e impedir a produção e consumo de produtos camponeses, de pequenos produtores e de muitos países do Sul. (Recomendo a leitura do informe da Grain: Food safety for whom: corporate wealth vs. peoples’s healthwww.grain.org)
Apesar de tudo isto, 70% do planeta ainda se alimenta da produção camponesa, comunitária e familiar. Para a saúde de todos e do planeta, é isso que temos de resgatar e apoiar, contra a voracidade homicida das transnacionais.
Por: Brasil de Fato/Sílvia Ribeiro


domingo, 15 de maio de 2011

Doenças não transmissíveis são responsáveis por dois terços das mortes no mundo

Da Agência Brasil

Doenças não transmissíveis como o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame, os problemas cardíacos, o diabetes e o câncer são responsáveis por dois terços das mortes que ocorrem mundialmente todos os anos.

A conclusão está no estudo denominado Estatísticas de Saúde Mundiais 2011, divulgado hoje (13), em Genebra, na Suíça, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, os especialistas advertem que, além das doenças crônicas e contagiosas, há também fatores de risco que contribuem para aumentar o número de mortes no mundo.

Os fatores de risco citados são o tabagismo, o sedentarismo, a má alimentação e o uso de abusivo de álcool. De acordo com os dados, quatro em cada dez homens e uma em cada 11 mulheres fumam. E um adulto em cada oito é obeso.

Os especialistas também se preocupam com as mortes das mães durante a gravidez ou em decorrência do parto. Os últimos dados mostram que houve uma redução significativa. A mortalidade materna diminuiu em 3,3% por ano, desde 2000. O número de mulheres que morrem em consequência de complicações durante a gravidez e do parto diminuiu de 546 mil em 1990 para 358 mil em 2008.

"[O estudo por meio dos dados] mostra que não há país do mundo que possa tratar a saúde sob qualquer perspectiva apenas sob o prisma de uma doença infecciosa ou de uma doença não transmissível. Cada país deve desenvolver um sistema de saúde que atenda a toda a gama de ameaças", disse o diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma.

O estudo Estatísticas de Saúde Mundiais é um relatório anual, elaborado com base em mais de 100 indicadores de saúde transmitidos à OMS pelos representantes dos 193 países que integram o órgão. O objetivo é preparar uma análise global a partir de situações específicas e buscar, com o apoio das agências vinculadas às Nações Unidas e os demais parceiros, a melhoria dos sistemas de saúde.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Café pode proteger mulheres de forma agressiva de câncer de mama

Do: Estadão

O café pode proteger as mulheres de uma forma agressiva de câncer de mama, especialmente se tomadas cinco ou mais xícaras ao dia, de acordo com pesquisa que aparece nesta quarta-feira na publicação Breast Cancer Research.

Alex Silva/AE
As mulheres que bebem bastante café têm possibilidades menores de desenvolver o chamado câncer de mama com receptores de estrogênios negativos, que não respondem a certos fármacos, por isso que a quimioterapia é geralmente a única opção.
Por este estudo, feito por analistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, as mulheres que tomam muito café têm possibilidades menores de desenvolver o câncer do que aquelas que bebem pouco.
Os investigadores analisaram os casos de 6 mil mulheres que entraram na menopausa.
Assim, entre as que bebiam cinco xícaras ou mais de café ao dia o risco de desenvolver o câncer de mama se reduzia em 57% comparado com as que tomavam menos de uma xícara cheia.
"Acreditamos que o alto consumo diário de café está associado à significativa redução de câncer de mama com receptores de estrogênios negativos entre as mulheres que entraram na menopausa", assinalam os analistas na citada publicação.
Outros estudos sugeriram que o café reduz o risco de outros cânceres, incluído o de próstata e o de fígado. Os pesquisadores do instituto acreditam que o café pode ter compostos que afetam diferentes tipos de câncer de mama.
Para a diretora de política da organização Breakthrough Breast Cancer, Caitlin Palframan, "o interessante é que esta investigação sugere que o café pode reduzir o risco de câncer de mama (de estrogênios) negativo".
"Mas nem todos os estudos estão de acordo sobre os efeitos de consumir café e, portanto, não encorajaríamos as mulheres a aumentar o consumo de café para protegê-las do câncer de mama".
"O que sabemos é que as mulheres podem reduzir as possibilidades de desenvolver câncer de mama se mantêm bom peso, reduzem o consumo de álcool e fazem atividade física regularmente", acrescentou Palframan.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Menino de 5 anos paga tratamento de câncer vendendo desenhos na internet

Um menino americano de 5 anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo 3 mil desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na internet, muitos deles feitos na cama do hospital.

Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado.
Os pai dele, Katie e Wiley, tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%.
Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos.
"Eu gosto de desenhar cavaleiros, bobos da corte, palhaços assustadores e alienígenas", disse Aidan ao Survivors Club, uma organização que ajuda pessoas que enfrentam adversidade.
"Eu também gosto de me vestir de palhaços bons e palhaços malvados. Eu posso ser um lobo ou um zumbi..."
Sucesso
Durante o tratamento, Aidan gostava de desenhar monstros. Estes desenhos foram colocados à venda na internet pela tia do menino, Mandi Ostein.
"Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos", disse Ostein.
Mas o sucesso foi tanto que a tia de Aidan acabou transformando sua casa em um centro de impressão e envio de desenhos. Muitos deles eram "assinados" pelo artista.
Pedidos chegaram de vários países do mundo, inclusive do Brasil.
"Eu fiquei chocado com a reação aos desenhos de Aidan. Acho que para ele também tem sido uma boa distração da doença", disse o pai de Aidan, Wiley Reed.
No fim, foram vendidos cerca de 3 mil desenhos, arrecadando mais de US$ 30 mil ( R$ 47 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.
"É absolutamente inacreditável. Nós somos moradores de uma cidadezinha do Meio Oeste americano. Este tipo de coisa não acontece com a gente", disse Ostein.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Refrigerantes light não são causa direta de diabetes, revela estudo

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que as bebidas gasosas adoçadas artificialmente e as light, que utilizam substitutos do açúcar para reduzir as calorias, não causam diabetes. Durante muito tempo, refrigerantes lights foram apontados como responsáveis por aumentar o risco de a pessoa desenvolver diabetes, uma doença que afeta 25,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

O objetivo do estudo, publicado na revistaThe American Journal of Clinical Nutrition, era investigar a relação da ingestão de bebidas com açúcar e adoçadas artificialmente com a incidência do diabetes tipo 2. Os pesquisadores analisaram a evolução de 40 mil pessoas que consumiam este tipo de bebida por um período de 20 anos.
Os resultados indicaram que aqueles que tomaram bebidas gasosas e doces aumentaram a possibilidade de desenvolver diabetes em 16%, em comparação com as pessoas que não ingeriram essas bebidas. No entanto, o resultado não foi o mesmo no caso das pessoas que ingeriram bebidas light.
Apesar de alguns consumidores de bebidas light adoçadas artificialmente terem desenvolvido diabetes, após analisar fatores como a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e o peso, os pesquisadores perceberam que o desenvolvimento da doença estava vinculado a problemas como excesso de peso, dieta e índice de massa corporal e não às bebidas.
Frank Hu, coautor do estudo, afirmou que há alternativas às bebidas gasosas e, embora as dietéticas não sejam a melhor opção, seu consumo moderado não tem os efeitos nocivos que se pensavam. O consumo de bebidas doces se associa a um risco significativamente elevado de desenvolver diabetes do tipo 2, enquanto a associação entre as bebidas adoçadas artificialmente e esse tipo de diabetes tipo se explica em grande parte pelo estado de saúde da pessoa.
O estudo também revelou que o consumo diário de café, tanto normal quando descafeinado, diminui o risco de a pessoa desenvolver diabetes. Os pesquisadores não têm certeza sobre o motivo para isso, mas acreditam que poderia ser por causa de antioxidantes, vitaminas e minerais presentes no café.
Do: Estadão

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alzheimer - Lapsos de memória podem ser os primeiros sintomas da doença


Quem nunca passou por essas situações: ao sair de casa, percebe que esqueceu o guarda-chuva. Ou então, vai ao Shopping Center e não lembra onde estacionou o carro. E a saia justa de encontrar um conhecido na rua e não fazer a mínima ideia de onde o conhece e nem o seu nome? Com a agitação e o estresse da vida moderna, esquecimentos como esses são considerados normais. Porém, é preciso estar atento quando esses lapsos de memória se tornam mais frequentes.

“A perda da memória para fatos recentes é um dos sintomas mais comuns do início da Doença de Alzheimer (DA)”, afirma Cássio Bottino, psiquiatra e coordenador do Programa Terceira Idade (PROTER) – IPq HCFMUSP. A doença, que normalmente afeta idosos com mais de 65 anos, é muitas vezes negligenciada nas fases iniciais, por ser facilmente confundida com o processo normal de envelhecimento. “Se analisarmos somente as falhas de memória, não é possível afirmar que é Alzheimer. O esquecimento de alguns fatos pode ser fruto de alguma dificuldade pela qual a pessoa possa estar passando, problemas familiares, sobrecarga de trabalho, depressão, alcoolismo, drogas, entre outros”, esclarece Bottino. “Antes da pessoa se preocupar, é necessário que um médico investigue essas queixas e demais sinais característicos da enfermidade”, pondera.

O diagnóstico precoce é a chave para impedir que os efeitos da DA avancem e comprometam a qualidade de vida do idoso. Porém, a doença possui uma evolução lenta e isto também é uma barreira para a sua detecção. “Neste momento, a participação e observação da família é fundamental. Prestar atenção nas mudanças de comportamento da pessoa e fazer uma comparação com outros idosos podem ajudar na hora de procurar tratamento”.

No momento em que a DA é diagnosticada, é preciso saber que os esquecimentos continuarão acontecendo cada vez mais, já que a doença não tem cura. Os familiares devem estimular o idoso a manter a mente e o corpo ativos por meio de jogos de tabuleiro, leitura de livros e jornais, palavras-cruzadas, aprendizado de outro idioma ou instrumento musical, caminhadas, e também, manter um convívio social ativo. “Atividades como essas são sempre indicadas aos idosos em geral, principalmente para se tentar retardar o aparecimento da demência, que é mais comum no processo de envelhecimento”, alerta o especialista, que chama atenção para o controle de enfermidades como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo, considerados fatores de risco para demência.

Para quem já tem DA, essas medidas e o tratamento medicamentoso com inibidores da acetilcolinestinesterase, podem retardar de forma significativa o declínio da função cognitiva em pacientes com DA leve a moderada. Entre os medicamentos, o Eranz (cloridrato de donepezila) é o único indicado para todas as fases da doença (leve, moderada e grave). Vale lembrar que se iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Fique atento aos sintomas iniciais da Doença de Alzheimer

• Perda de memória recente - Um dos primeiros sintomas da doença. Atenção caso a pessoa comece a esquecer as coisas com mais frequência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente.
• Dificuldade para realizar atividades rotineiras - Dificuldade para planejar e completar tarefas do cotidiano, como preparar uma refeição ou fazer uma ligação.

• Desorientação espacial – Esquecer de onde está e de como chegou até lá. Perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa também são comuns.

• Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal - Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.
• Problemas com pensamento abstrato - Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais. Esquecer para que servem os números ou como devem ser usados.
• Errar o lugar das coisas - Errar o lugar de coisas usuais, como colocar o ferro de passar no freezer. Porém, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.
• Mudanças de humor e comportamento - Rápida alternância de humor e comportamento, sem motivos aparentes. O paciente pode ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.

• Transformações de personalidade – Mudança drástica na personalidade. Podem se tornar confusos, desconfiados, medrosos ou dependentes de um membro da família.
• Perda de iniciativa nas atividades - Pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivas. Ficam horas em frente à TV, dormem mais que o normal e não têm disposição para realizar tarefas usuais.
• Problemas com a linguagem - Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença.
Do: Jornal "O Serrano"

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Estudo diz que Brasileiro está mais gordo e bebendo mais

Uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira revela que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o número de obesos aumentaram no país, mas o número de fumantes diminuiu.
Segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que leva em conta as respostas de 54.339 adultos moradores das 27 capitais brasileiras, 48,1% da população adulta está acima do peso, e 15% são obesos.
Em 2006, os índices eram de 42,7% e 11,4%, respectivamente.
O consumo excessivo de álcool no país, por sua vez, passou a ser praticado por 18% da população, ante 16,2% em 2006. O Ministério da Saúde considera consumo abusivo de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês para os homens e, para as mulheres, quatro ou mais doses.
O Vigitel revela ainda que, entre 2006 e 2010, a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1% entre 2006 e 2010. Em 1989, segundo o IBGE, 34,8% dos brasileiros fumavam.
Para o órgão, a obesidade, o tabagismo e o abuso de álcool são indicadores importantes no monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos.
Segundo a Vigitel, 52,1% dos homens brasileiros e 44,3% das mulheres estão acima do peso. Em 2006, o Vigitel apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres.
O levantamento revela também que a variação na proporção de brasileiros que abusam do álcool reflete principalmente o aumento no número de mulheres que dizem exagerar na bebida: eram 8,2% em 2006 e passaram para 10,6% em 2010. Entre os homens, o índice passou de 25,5% a 26,8%.
Já o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9% entre 2006 e 2010 entre os homens e, entre as mulheres, permaneceu em 12,7%.
Do: Estadão

quarta-feira, 6 de abril de 2011

OMS adverte sobre o perigo da resistência aos remédios


Preocupação é que infecções comuns deixem de ser tratáveis por causa do mau uso dos medicamentos

A menos que se tenha a consciência da importância da resistência aos remédios e se implemente um programa global e multidisciplinar para lutar contra ela, caminhamos em direção a um mundo sem antibióticos e outros remédios essenciais, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Vamos combater a Resistência aos Remédios. Se não atuarmos hoje não teremos uma cura amanhã", é o lema do Dia Mundial da Saúde 2011, celebrado nesta quinta-feira, 7.
"A mensagem da OMS é clara. O mundo está à beira de perder as curas (que são os antibióticos). Na ausência de ações protetoras urgentes, o mundo caminha em direção a uma era pós-antibióticos na qual muitas infecções comuns não terão cura", disse a diretora da OMS, Margaret Chan.
A agência de saúde das Nações Unidas alerta para um problema que está crescendo e que pode reduzir e inclusive acabar com a eficácia de muitos remédios, especialmente os antibióticos, cuja criação mudou a história médica.
A resistência aos remédios é um fenômeno biológico que ocorre quando microrganismos se tornam resistentes aos remédios que foram criados para matá-los.
A cada geração, os microrganismos resistentes voltam ainda mais dominantes até o remédio perder o efeito.
"O problema nunca vai desaparecer totalmente, porque é um fenômeno natural, mas é possível lutar para controlá-lo", explicou em entrevista coletiva Mario Raviglione, diretor do departamento de tuberculose da OMS.
Existem diversas causas que provocam a resistência a um remédio: o uso excessivo, o tratamento insuficiente na dose indicada e o mal emprego.
"O problema também recai na transmissão. Uma pessoa que desenvolveu resistência pode transmiti-la facilmente a outra pessoa se não se aplicarem os padrões básicos de higiene e proteção", acrescentou Raviglione.
O número de pessoas que morrem anualmente pela resistência aos remédios ainda não foi oficializado, embora se calcula que sejam "centenas de milhares ao ano", segundo Raviglione, contando, por exemplo, só 440 mil casos de multiresistência aos tratamentos contra a tuberculose.
"O fenômeno acelerou com o aumento da população mundial, com a extensão da longevidade que implica o aumento da ingestão de remédios para lutar contra mais doenças, com o aumento das viagens e das doenças imunodepressoras", assinalou Raviglione.
Além disso, não existem dados mundiais sobre o custo que envolve a resistência aos remédios, mas calcula-se que só na União Europeia o número alcança 1,5 bilhões de euros e nos Estados Unidos US$ 20 bilhões ao ano.
Algumas das ações que podem contornar a situação passam por políticas transversais implementadas pelos Governos, mas também ações concretas como um maior e melhor controle da prescrição dos remédios por parte de médicos e farmacêuticos, assim como a redução da automedicação por parte dos pacientes.
Além disso, se requer uma implicação maior da indústria agrícola e animal, dado que atualmente existe um uso em massa de antibióticos para tratar plantas e animais doentes, o que está provocando uma resistência, que pode, posteriormente, ser transmitida aos humanos.
"Em um momento de diversas doenças no mundo, não podemos permitir que a perda de remédios essenciais - curas essenciais para milhões de pessoas - se transforme na próxima crise global", concluiu Chan. 
Fonte: Estadão

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Perigo nas maternidades: Medicamento que protege bebês de mães com sangue Rh negativo está em falta no País


Maternidades de todo o país estão com uma bomba-relógio nas salas de parto e nos consultórios. Há pelo menos dois meses, o Brasil enfrenta colapso no fornecimento de uma substância fundamental na área de obstetrícia, em um quadro que vem afetando até setores antes imunes às carências comuns ao Sistema Único de Saúde (SUS): a rede particular. Trata-se da falta do medicamento indispensável para gestante Rh negativo com filho Rh positivo: o imunoglobulina anti-Rh negativo, fabricado em laboratórios internacionais. Por falta de matéria-prima, a distribuição é insuficiente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está à espera de retorno a consultas feitas aos produtores para conhecer a dimensão do problema.

Enquanto o perigo passa longe dos gabinetes em Brasília, nas salas de parto e nos consultórios a classe médica e pacientes estão cada vez mais certos de que o drama está longe do fim. A previsão é de que a distribuição se normalize somente em dezembro, como foi informada a Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), que procurou o Ministério Público Estadual (MPE) para entrar com uma ação contra a Anvisa. Em BH, os estoques das maternidades estão no limite e podem acabar nos próximos dias. As farmácias, onde a dosagem chega a custar até R$ 200, não escapam da crise.

Apesar de passar despercebido aos olhos das autoridades, o cenário leva a classe médica a crer que está diante de uma verdadeira bomba-relógio. Estima-se que cerca de 10% das gestantes brasileiras sejam Rh negativo e tenham um bebê Rh positivo. Se na gestação a mãe tem sangramento ou sofre aborto, a medicação é prescrita pelo médico. A situação mais comum é durante o parto, em que a gestante Rh negativo e o filho Rh positivo trocam sangue e a mulher produz anticorpos contra o Rh positivo. Sem a dosagem, o organismo cria uma “memória” contra o Rh positivo e numa futura gravidez em que o bebê seja de tipo sanguíneo positivo, os anticorpos atacam as células e podem levá-lo à morte. “A medicação tem que ser tomada em no máximo 72 horas depois do contato entre os dois tipos de sangue”, alerta o diretor-administrativo da Maternidade Octaviano Neves, José Luiz Verçoza.

Somente na Octaviano Neves, com 500 partos por mês, são necessárias 40 ampolas do medicamentos mensalmente. Segundo Verçoza, a maternidade pediu ajuda à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), que repassou 40 doses do produto e na quinta-feira restavam apenas sete. “Se está assim no setor privado, imagine no SUS? Entramos em contato com outros setores hospitalares do país e a crise é generalizada. Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff vem a BH lançar um programa para gestantes com toda pompa”, critica.

A SMSA já repassou doses também à Maternidade Santa Fé, em Santa Tereza, na Região Leste de BH. “Foram 30 ampolas, mas só nos restam nove. É pouco. Dos 300 partos mensais na unidade, 5% precisam do medicamento”, diz o diretor-técnico da Santa Fé, Eduardo Mendes. A incerteza sobre o fim do pesadelo atormenta a Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig). Segundo o diretor de Defesa Profissional da entidade, Carlos Henrique Mascarenhas, também diretor do Departamento de Ginecologia da Associação Médica do estado, um dos laboratórios lhe informou que somente em dezembro a situação será regularizada. “É um absurdo. Já alertamos os médicos que, se o pior ocorrer, eles não serão responsabilizados. Já passou da hora de o Brasil começar a produzir o medicamento.”

Venda proibida

Em nota, a SMSA garantiu que o estoque de BH é suficiente para as sete maternidades públicas da cidade. “Temos recebido pedidos da rede privada e, na medida do possível, a atendemos.” A maior preocupação da Anvisa, que questionou os fabricantes para saber se há mesmo desabastecimento, sem obter retorno imediato, é a venda do medicamento em farmácias e drogarias, que é proibida. Para isso, a agência informou, por meio da assessoria de comunicação, que intensificará a investigação. Já a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) esclareceu que a distribuição do medicamento não é de sua competência, mas admite problema com os fornecedores. 

O que é fator Rh negativo


No pré-natal, o médico conhece o tipo sanguíneo da gestante (A, B, AB ou O). Quem é Rh positivo tem uma proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos. Quem não tem esse antígeno é Rh negativo.

Mãe Rh negativo e bebê Rh positivo

Se a mãe for Rh negativo e o filho Rh positivo, há risco de que o sangue do bebê entrar na corrente sanguínea da mulher na hora do parto, por meio da placenta. O sistema imunológico dela reage contra o antígeno D (proteína do Rh positivo) do sangue bebê, como se ele fosse um "invasor", e começa a produzir anticorpos. O fenômeno é conhecido como "sensibilização". Esse contato entre os dois tipos de sangue não oferece perigo na primeira gravidez, mas compromete uma futura gestação caso a mãe tenha um filho Rh positivo novamente.

Como age a medicação imunoglobulina anti-Rh negativo

Até 72 horas depois do nascimento da criança, os médicos aplicam a injeção de imunoglobulina anti-D ou Rh negativo. A dose é de 300 microgramas e é aplicada de forma intramuscular. Em cerca de 30 minutos, o medicamento atinge a corrente sanguínea da mãe e produz anticorpos capazes de "barrar" a produção de anticorpos da própria gestante contra o Rh positivo do bebê, uma vez que o sangue dos dois entraram em contato. Assim, o organismo perde a "memória imunológica" contra o Rh positivo e, em caso, de uma futura gestação da mulher com filho Rh positivo, o organismo não vai atacar o sangue do bebê. A aplicação deve ser feita em no máximo 72 horas depois do parto – tempo ideal para o organismo conter o ovanço dos anticorpos produzidos pela mãe.


Perigos sem a medicação

Embora não haja risco numa primeira gravidez, se a mulher engravidar novamente e o bebê também for Rh positivo os anticorpos do seu sistema imunológico, sem a imunoglobulina anti-Rh negativo, criam uma mémoria e agem contra o Rh positivo, até mesmo no começo da gestação. Os anticorpos atravessam a placenta e atacam as células do sangue do bebê, provocando anemia, icterícia ou, em casos mais graves, insuficiência cardíaca ou hepática na criança. O filho pode até morrer ou ter lesões cerebrais irreversíveis.

Em outras situações

Não é só depois do parto que o imunoglobulina Rh negativo é indicado. Ele também é usado em caso de aborto, sangramento vaginal e qualquer outra situação em que haja risco do sangue do bebê entrar em contato com o da mãe.
Do Estado de Minas
Extraído do Pernambuco.com